Estudo revela preferências dos brasileiros que usam O2O

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Mulheres são usuárias mas frequentes de O2O

Um estudo inédito produzido pela Associação Brasileira de O2O (ABO2O) em parceria com a empresa espanhola Netquest traçou o perfil e os hábitos dos brasileiros que utilizam aplicativos de smartphone para solicitar serviços do tipo O2O (online to offline), como táxis, delivery de comida ou reserva de mesas em restaurantes.  A análise revela que há pouca fidelidade do consumidor a marcas de apps mobile e forte procura por ofertas e serviços mais eficientes.

O estudo exigiu o monitoramento, por 30 dias, de 2500 usuários voluntários, que permitiram que um aplicativo de análise observasse seu hábito de uso de apps por um mês. Deste universo, 86% eram usuários de smartphone Android e outros 14% por de iOS.  A análise demonstrou que durante 60% do tempo, os usuários fazem suas operações usando as redes mobile (3G ou 4G) para navegar. No restante do tempo (40%) estão conectados em redes Wi-Fi.

Entre as pessoas que utilizam serviços de O2O, as mulheres são maioria (61%, contra 39% de homens) e são majoritariamente jovens. Cerca de 70% dos usuários de O2O têm menos de 34 anos, o que revela que os “early adopters” de O2O no Brasil são, previsivelmente, jovens, mas que há um enorme mercado de pessoas com média e alta renda com idades acima de 34 anos que poderá aderir aos serviços prestados por empresas do setor.

O estudo revela que a maior parte dos entrevistados começou a utilizar serviços de O2O há menos tempo que em mercados mais avançados, como Estados e China e ainda não há marcas consolidadas na maior parte dos serviços, como beleza, saúde, casamentos e serviços para animais domésticos.

Entre os setores em que foi possível identificar uma liderança clara está a área de delivery de alimentos, com a plataforma iFood abrindo vantagem significativa sobre os competidores. Na análise, 37% das pessoas que pedem comida por app preferem o iFood.   O estudo analisou 11 áreas diferentes. No setor de transportes, por exemplo, a 99 Táxis aparece na liderança, mas os usuários entrevistados afirmaram que, em geral, escolhem o serviço mais eficiente, ou seja, cujo carro demore menos a chegar, podendo eventualmente optar por Uber, Easy Táxi e outros serviços.

Em segmentos de transação de produtos (e não serviços) a marca perde ainda mais importância e os entrevistados, majoritariamente, fecham com quem tiver o menor preço, independente do nome da empresa.

Segundo análise da associação, este mercado se encontra em franca expansão no país e as empresas do setor exibem crescimento médio de 30%. Estudo feito no final de 2015 estimou que o O2O brasileiro tem potencial para movimentar R$ 1 trilhão de reais por ano no Brasil quando atingir seu grau máximo de maturidade.

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