O2O crescerá acima de 20% na China até 2018, diz iResearch

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Substituição de compras feitas offline pelo uso de apps é irreversíve

Uma pesquisa, conduzida pelo instituto iResearch na internet chinesa, revela que apenas no ano de 2015, o setor movimentou US$ 135 bilhões, uma expansão de 35% sobre o ano anterior, um número impressionante, mesmo para os padrões acelerados registrados na China.

Apenas para efeito de comparação, o e-commerce tradicional da China cresceu, no mesmo período (2015 sobre 2014) 20%, atingindo US$ 2,5 trilhões em faturamento. Contribui para a expansão do e-commerce e do O2O chinês o fato de o PIB do país crescer a taxas superiores a 7% ao ano e também à crescente inclusão digital. Atualmente, a China é o país com o maior número de internautas em todo o mundo, com cerca de 700 milhões de pessoas conectadas.

A análise prevê que a força de expansão do O2O chinês perca fôlego, reduzindo seu crescimento de 35% para 20% até 2018, mesmo assim, um número muito impressionante. Para 2018, é previsto que o setor O2O movimento mais de US$ 240 bilhões.
Os dados são especialmente interessantes pois a China é uma espécie de modelo para o resto do mundo quando o assunto é O2O, uma vez que este mercado atingiu elevado grau de maturidade naquele país antes de isto acontecer em outros mercados. Logo, é possível prever que, no Brasil, o crescimento do setor se manterá exponencial por ao menos mais 6 anos, se tomarmos como referência o fato de a China exibir 4 anos de vanguarda em relação ao Brasil na maturidade do setor de O2O.

Metodologia – Para fazer o cálculo, a entidade responsável pelo estudo considerou como O2O serviços do mundo offline (como entrega de comida, logística via motoboys ou contratação de profissionais para limpeza, massagem ou consertos no lar, por exemplo) que tenham sido contratados via meios online, como aplicativos de smartphone em oito setores. O estudo só levou em conta serviços em que o pagamento ocorreu pelo meio online, ou seja, quando a transação financeira ocorreu dentro do aplicativo.

Os oito setores considerados foram gastronomia, lazer e entretenimento, beleza, hotelaria, casamento e organização de eventos, serviços para mães e bebês, turismo e educação.
Estratégias de crescimento – Para crescer, mostra o estudo, as empresas chinesas fazem uso intensivo de plataformas de marketing próprias e de terceiros para impactar novos consumidores. Ações como push baseado na localização do usuário e uso agressivo de ofertas e descontos para serviços contratados via apps são os que mais geram resultados, diz a análise.

Além disso, mostra o estudo, lojas de varejo optam por incentivar seus consumidores a migrar para serviços O2O como forma de exibir mais produtos, uma vez que o espaço físico dos estabelecimentos é limitado. A forma facilitada de pagamento para contratação de serviços O2O também é considerada um diferencial para o crescimento do setor na China. No país, é possível transferir dinheiro da conta de um consumidor para um fornecedor de serviço apenas pelo ato de escanear um QR Code, usando apps como WeChat, que integram esta função de pagamentos.

O estudo não contabilizou gastos em O2O em áreas menores, porém consideradas promissoras como reformas e decoração de interiores, saúde, imóveis, consultoria jurídica, relacionamentos e pós-venda de automóveis. Em todos estes setores, chamados de “verticais” há um profícuo surgimento de novas startups.

O2O dominará todos os setores – O estudo afirma ainda que O2O é uma tendência irresistível e que setores tradicionais adicionarão tecnologia a seus negócios e vão oferecer alguma forma de comercializarem seus produtos ou serviços via plataformas digitais. A análise prevê, ainda, que plataformas de big data serão progressivamente mais capazes de “entender” quais consumidores desejam ou querem determinados tipos de serviços e, assim, poderão fazer ofertas mais efetivas.

A análise destaca, porém, que o elemento mais importante para o sucesso do O2O é assegurar que a parte offline da prestação de um serviço seja boa o suficiente a ponto de convencer o consumidor de que ele será melhor tratado se utilizar o canal online para a contratação de um serviço do mundo offline.

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