BENEFÍCIOS | RTM – LIQUIDAÇÃO CENTRALIZADA

Com o intuito de oferecer melhores condições para adequação à política de liquidação centralizada, a Associação Brasileira Online to Offline firmou convênio com a RTM para oferecer o desconto de 25% aos associados.

Mais informações podem ser obtidas com a Diretoria da O2O (associação.o2o@gmail.com).

Soluções para atendimento da Circular 3.765 do BC

Tendo em vista a Resolução 3.765, do Banco Central, determinando que a centralização da liquidação das operações com cartões passe a ser realizada pela Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), as instituições de pagamentos, marketplaces e facilitadores deverão estar conectadas à CIP, sendo a comunicação feita a partir de troca de mensagens nos padrões e horários estabelecidos pela Câmara.

Para isso, essas instituições terão de providenciar solução própria, composta de infraestrutura redundante com Servidores de Mensageria ConnectDirect, sistema para geração dos arquivos nos layouts determinados pela CIP, sistema para controle das grades horárias, sistema de criptografia, certificado digital, além de providenciar conexão à CIP.

A RTM participa desse processo como empresa de conectividade à Câmara, bem como na oferta de dois serviços: RTM Hub e Hub Domicílio. O objetivo da RTM foi de ampliar a gama de opções de comunicação com a CIP, bem como facilitar, simplificar e reduzir custos para os participantes do SLC.

RTM HUB

Desenvolvido para atuar em ambiente extremamente crítico e atender a instituições de todos os portes, o rtm hub é uma solução sem investimento inicial, que faz recepção, transformação, envio, acompanhamento do processamento e retorno dos arquivos com as ordens de liquidação das operações de cartão de débito, crédito e antecipação de recebíveis que serão enviadas para CIP.

Além da infraestrutura tecnológica e conectividade privada e protegida, a RTM também é responsável pela plataforma que recepciona os arquivos eletrônicos, utilizada para troca de arquivos. Para garantir total segurança, a solução foi elaborada já com criptografia dos arquivos de transações entre o rtm hub e a CIP. Dentre os diferenciais da solução, destacam-se infraestrutura de servidores virtuais com alta disponibilidade, redundância de equipamentos e data centers distintos; time técnico especializado; além da expertise da RTM, parceira da CIP desde 2001.

DIFERENCIAIS

– Infraestrutura de servidores virtuais com disponibilidade, redundância de equipamentos e data centers distintos; – Time técnico especializado para monitorar e gerenciar um sistema crítico; – Expertise da RTM, parceira da CIP desde 2001; – Gerenciamento das grades de horários de envio e recebimento dos arquivos para a CIP; – Plataforma inteligente para gerenciar e converter os arquivos para o layout padronizado pela CIP; – Criptografia dos arquivos e transações entre o rtm hub e a CIP; – Pagamento por uso – Contratação do serviço pela quantidade de transações enviadas para a CIP. (As transações utilizadas para contabilização dos custos são as transações de pagamento do subcredenciador/marketplace ao estabelecimento/fornecedor, e não as transações de pagamentos realizadas pelos consumidores. Por exemplo: se um marketplace de viagens realizar 100 vendas de um único hotel com cartão de crédito de uma única bandeira, e fizer o pagamento para este hotel referente a 100 vendas de uma única vez, o rtm hub considera somente 1 (uma) transação.)

PRINCIPAIS FUNCIONALIDADES

• Monitoramento: Alertas por e-mail, SMS e telefone, no padrão 24×7; • Flexibilidade: Plataforma inteligente para gerenciar e converter os arquivos para o layout padronizado pela CIP; • Conferência: Solução robusta, capaz de identificar qualquer tipo de retornos de inconsistências; • Economia: Sem Investimento inicial com infraestrutura tecnológica de servidores, licenças de banco de dados, IBM Connect: Direct e Sistemas Operacionais, além de time de desenvolvimento e suporte técnico especializado; • Visibilidade: Dashboard Executivo de todos os status das grades e estatísticas por IAP, bandeira, débito, crédito e estabelecimentos; • Praticidade: Gerenciamento das grades de horários de envio e recebimento dos arquivos para a CIP.

RTM HUB DOMÍCILIO

Voltado para Instituições Domicílio e organizações que almejam se tornar Instituições Domicílio, que precisam estar de acordo com a Circular 3.765 do Banco Central, a RTM criou o rtm hub domicílio. Desenvolvido para atuar em ambiente extremamente crítico e com modelo comercial flexível pelo volume de negócios, o rtm hub domicílio é uma solução que garante rapidez e eficácia na troca de arquivos com a CIP.

MESMOS DIFERENCIAIS DO RTM HUB BENEFÍCIOS

– Sem investimento inicial; – Sem necessidade de contratação de Link Dedicado ou VPN com a CIP; – Pagamento por uso; – Segurança; – Monitoramento 24/7.

Em ambos os casos, o pagamento do serviço é tabelado, por uso, sem a necessidade de contratação de links, sofrendo variações de acordo com a quantidade de transações enviadas mensalmente para a CIP.

Formas de Conexão Conectividade com a CIP (para participantes que não desejam contratar o rtm hub):

VPN – Indicada para participantes que não desejam contratar os serviços de Hub da RTM e que tenham um baixo volume de mensagens para ser trafegado com a CIP, por tratar-se de ambiente internet. Preço mensal por volta de R$ 700,00.

Link Dedicado – São links exclusivos para acesso à CIP que serão solicitados pela RTM com capacidade mínima de 2M. São indicados para instituições com maiores volumes de mensagens, bem como aquelas que desejam um ambiente apartado da internet com maior garantia de disponibilidade e gerenciamento proativo por parte da RTM. Vale ressaltar que, nessa modalidade, a instituição pode também solicitar um outro link de contingência, e com isso utilizar-se da infraestrutura redundante que a RTM possui para acesso à CIP, com backbones disponibilizados por operadoras distintas, bem como em pontos de presença fisicamente distantes (RJ e SP).

Preços mensais variam de acordo com o endereço de instalação. Entre R$ 2.000,00 e R$ 3.500,00.

BENEFÍCIOS | EDEVO – CURSOS DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

A Associação Brasileira Online to Offline firmou parceria com a EDEVO, escola de negócios, tecnologia e inovação, para ofertar 20% de descontos aos associados.

Sobre a EDEVO

A EDEVO é uma escola que opera sobre 3 pilares: gestão, inteligência comportamental e inovação/tecnologia.

O propósito da escola é capacitar profissionais para atuarem no mercado de trabalho com as habilidades necessárias hoje e no futuro. Para isso, possui uma metodologia própria voltada para a prática, pois todos os cursos tem como objetivo garantir que o aluno seja capaz de implementar o que aprendeu na semana seguinte em sua vida profissional.

A escola oferece cursos in company e uma escola física na Rua Gomes de Carvalho 911, Vila Olímpia, São Paulo.

Para mais informações acesse:

EDEVO_O2O

BENEFÍCIOS | O2O E OPICE BLUM TREINAMENTOS

A Opice Blum Treinamentos concederá aos associados da Associação Brasileira Online to Offline 50% de desconto para seus heads 25% de desconto para seus funcionários, aplicáveis sobre o valor do lote vigente, em todos os cursos abertos da Opice Blum Treinamentos, no ano de 2018, os quais podem ser conferidos nos links abaixo:  

EVENTO | LIQUIDAÇÃO CENTRALIZADA: WORKSHOP

No dia 21/03, será realizado mais um Workshop sobre a compensação e liquidação centralizada, cujo prazo de cumprimento para os facilitadores e marketplaces se encerra em 28/09/18.   O evento será realizado com a participação do escritório Pinheiro Neto Advogados, Associação de Gestão de Pagamentos Eletrônicos, JD Consultores, Câmara Interbancária de Pagamentos e Associação Brasileira Online to Offline.   Data: 21/03/18 Endereço: Rua Hungria, 1.100, São Paulo Horário: 8h30 – 13h Confirmem sua presença com flavia.guarnieri@avivcomunicacao.com.br  

KOTRA São Paulo promove eventos com talentos coreanos em TI

A KOTRA (Korea Trade-Investment Agency) São Paulo está promovendo ações relacionadas à contratação de profissionais avançados em tecnologia da informação (TI) no Brasil, como parte do programa K-Move.

O K-Move é um programa do Ministério do Trabalho da Coreia do Sul, que promove a contratação de recursos humanos qualificados da Coreia em vagas no exterior, inclusive no Brasil. Para o 1º semestre de 2018, estão previstos dois grandes eventos: (a) uma rodada de entrevistas online para empresas interessadas em contratar profissionais de TI para cargos técnicos avançados e (b) a organização de uma delegação brasileira à Seoul Career Vision 2018. Informações mais detalhadas podem ser vistas aqui.

A rodada de entrevistas online está prevista para 26 e 29 de Março (data sob definição), no escritório da KOTRA em São Paulo (SP). O público-alvo são empresas com vagas de difícil preenchimento no mercado de trabalho brasileiro, devido à carência de profissionais com o nível de qualificação desejado. A KOTRA, através da sua matriz e do seu escritório em São Paulo, fará a busca de profissionais de alto padrão e promoverá suas entrevistas com as empresas participantes – tudo isso de forma completamente gratuita.

Já em 21 e 22 de Maio, ocorre em Seul (Coreia do Sul) a Seoul Career Vision 2018, a maior job fair na Coreia focada em empregos no exterior. A KOTRA São Paulo encabeçará uma delegação de empresas brasileiras de TI e setores correlatos que possuam vagas de difícil preenchimento no mercado local. Além de a Seoul Career Vision ser gratuita, é possível apoio financeiro não-reembolsável do próprio governo sul-coreano. Cumpre ressaltar que as empresas que participarem da rodada de entrevistas online de março/2018 terão preferência na seleção para esse evento.

Ambas atividades estão em fase de recrutamento de empresas participantes. Assim, é possível demonstrar interesse em uma ou ambas, bem como em serviços independentes de recrutamento e seleção, clicando aqui.

Vagas de difícil preenchimento: talentos sul-coreanos 

O mercado brasileiro de Tecnologia da Informação vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, sem uma resposta à altura em termos de abundância mão de obra qualificada.  Por outro lado, com a internet rápida, liderança na produção de semicondutores e de tecnologias mobile, a Coreia do Sul é um dos países mais avançados em TI, formando anualmente 30 mil profissionais qualificados em um ambiente educacional e profissional de alta exigência. Assim, a KOTRA São Paulo, através do programa K-Move, deseja auxiliar empresas brasileiras a superar seus desafios preenchendo essa lacuna de recursos humanos.

POSICIONAMENTO: MOBILIDADE URBANA (PLC 28/17)

A Associação Brasileira de Online to Offline (O2O) vem informar que após o aperfeiçoamento promovido pelo Senado Federal durante a votação do PLC 28/17, que visa regulamentar os serviços de transporte individual de passageiros por aplicativos, as emendas devem ser colocadas em votação pelos deputados na próxima terça (27). O PL 5587/16 encontra-se desde novembro de 2017 pronta para apreciação na Câmara dos Deputados e após intensa atuação promovida pelo grupo, conseguimos construir o entendimento de que seria melhor adiar a votação para 2018, com o objetivo de amadurecer o tema na Casa e levar ao entendimento dos parlamentares a importância das correções realizadas pelo Senado. Tendo em vista que as emendas podem ser deliberadas na próxima semana, é importante destacar que apoiamos o texto aprovado pelo Senado Federal que retiraram as seguintes obrigações:
  • Exigência de placa vermelha, permitindo que os motoristas de aplicativos utilizem seus veículos na geração de renda. Essa alteração retirou o caráter estatizante do texto;
  • Exigência de autorização específica, mantendo apenas a competência para fiscalização da atividade pelos municípios, retirando a necessidade de licença municipal..
  • Competência municipal para regulamentar o serviço, mantendo apenas a capacidade para fiscalização da atividade;
  • Necessidade de o motoristas ser proprietário do veículo, permitindo que os motoristas utilizem veículos que não estejam registrados em seu nome.
Diante deste cenário, a ABO2O entende que o texto proposto coloca o Brasil na vanguarda da regulamentação dos aplicativos de transporte, promove a competição saudável que beneficia todos os modais, gera inúmeras melhorias nas cidades em termos de mobilidade e garante renda para milhões de famílias que em período de crise buscam se reestabelecer.  

LIQUIDAÇÃO CENTRALIZADA: REUNIÕES COM A CIP

A Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e a O2O (Associação Brasileira Online to Offline) realizarão reuniões mensais sobre a política de liquidação centralizada do Banco Central.

A primeira reunião ocorrerá dia 17 de janeiro, às 14h, no auditório da Av. Queiroz Filho, 1700, Vila Leopoldina.
 
As associadas à O2O, em situação regular, bem como as associadas à ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs) e à AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) poderão participar dos encontros. As associadas deverão confirmar presença, com nome, CPF e empresa que representam, para presidencia@o2obrasil.com.br. Vagas limitadas.

Liquidação centralizada

Todos os participantes envolvidos no fluxo financeiro das transações de pagamento devem participar da política: instituidores, emissores, credenciadores, subcredenciadores e instituições domicílio.

A mudança envolve uma série de questões operacionais para o setor de marketplaces e plataformas digitais, que operam de maneira diversa da economia tradicional e possuem inúmeras especificidades. Os encontros servirão para orientar o mercado e debater as soluções propostas para o setor.

Manifestação | ABO2O: Consulta Pública CGI.br

Introdução

A Associação Brasileira de Online to Offline, aqui denominada de ABO2O, agradece a oportunidade de apresentar seu posicionamento à segunda fase da Consulta Pública sobre Comitê Gestor da Internet (CGI.br), reconhecendo o esforço em criar um ambiente plural e democrático, que promova a inovação e desenvolvimento sustentável do país.

Os associados da ABO2O são empresas inovadoras que oferecem serviços disruptivos por meio da Internet e beneficiam consumidores no mundo off-line em segmentos de alimentação, beleza, moda, serviços financeiros, logística e transporte, cuidados médicos e comércio eletrônico. Acreditamos que inovação e Internet podem empoderar as decisões de consumo ao simplificar o processo de escolha e reduzir os custos de aquisição, mas, para tanto, se faz necessária a participação efetiva do Brasil na economia digital, gerando novas oportunidades de emprego e crescimento significativo da renda. A empresa de pesquisa de mercado IDC apontou que o Brasil está desenvolvendo exponencialmente este mercado O2O, em virtude da expansão da rede e smartphones. De acordo com os dados, o país fechou o ano de 2016 com a marca de 300 milhões de unidades de dispositivos conectados à Internet. A expectativa é que, até 2020, o crescimento seja acentuado, com uma expansão de 22% da receita proveniente deste mercado. Ampliando o cenário para a América Latina, a estimativa é que a quantidade de aparelhos conectados somem 1,5 bilhão dentro de quatro anos, o que representará cerca de 4% do mercado global[1]. Avaliando o cenário atual e oportunidades futuras de um número cada vez maior de dispositivos conectados à Internet, acreditamos que os estudos e ações realizados no presente terão influência significativa no ambiente de negócios futuro. Desta forma, qualquer discussão sobre a estrutura de governança da Internet e do CGI.br se relaciona diretamente com as pautas da ABO2O.

Neste contexto, apresentamos nossa posição no que diz respeito aos seguintes eixos da consulta pública: (1) composição e representatividade deste colegiado, defendendo equidade na participação e representação do nosso segmento; (2) competência do CGI.br, prezando pela manutenção da natureza instrutória e de orientação sobre o uso da Internet; e (3) transparência, apontando possíveis mecanismos para ampliar a participação social.

1. Competências do CGI.br

Atualmente a composição do CGI.br é multissetorial, envolvendo governo, setor empresarial, comunidade científica e tecnológica e terceiro setor. No entanto, entendemos que ainda há uma disparidade em relação à representatividade dos diferentes setores e segmentos.

Em primeiro lugar, defendemos que a representação do setor empresarial deve seguir o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), o qual divide o setor empresarial estruturante em “provedores de aplicação” e “provedores de conexão”.

Devido à dinamicidade da Internet, hoje em dia há aplicações de diversas naturezas, como marketplaces, comércio eletrônico, aplicações de conteúdo e entretenimento, aplicações de serviços, entre outros. Esses provedores de aplicação têm a capacidade de oferecer insumos e maior acesso a dados e informações essenciais para o planejamento econômico, social e organizacional e que podem ajudar a tornar a alocação de recursos públicos mais inteligente e eficiente.

Tendo em vista essa diversidade, é necessário separar esse segmento dos provedores de conexão, entendidos como as empresas provedoras de Internet, de infraestrutura e bens de telecomunicação. Ainda, de modo a garantir o multilateralismo e considerando a capacidade técnica de produção de insumos para as discussões no âmbito deste Comitê, entendemos ser necessário aumentar o número total de membros titulares empresariais, garantindo a participação dos diversos stakeholders envolvidos no ecossistema da Internet. Assim, pleiteamos a participação de um membro do segmento O2O no Comitê.

2. Competências e atribuições

A ABO2O defende a manutenção da natureza instrutória do CGI.br. Em virtude da multissetorialidade, o órgão funcionará com mais eficiência nas tarefas de identificação de gargalos e impeditivos e de aconselhamento e definição de diretrizes estratégicas e operacionais para a formulação de políticas públicas.

3. Transparência

Tendo em vista a importância assumida pelo CGI.br ao longo dos últimos anos, acreditamos ser essencial aumentar os mecanismos de transparência deste Comitê. Além de garantir participação social na execução de atribuições e competências, é imperativo que se garantam meios de aferir suas responsabilidades. Assim, recomendamos que seja adotada uma política de transparência que seja compatível com a natureza, o porte, a complexidade e a estrutura desse colegiado.

Para tanto, será necessário que o decreto presidencial preveja a instituição de uma política de transparência, cujos conteúdo e detalhes deverão ser debatidos em sede de consulta pública. A minuta desta política deverá conter mecanismos que permitam uma avaliação independente, autônoma e imparcial dos sistemas e dos processos de controles internos, responsabilização de membros, e governança institucional. Sugerimos, ainda, a disponibilização das reuniões por meio de streaming, permitindo o envolvimento de toda a rede de interlocução do CGI.br.

Conclusões

As empresas associadas à ABO2O, como entes participativos do ambiente da Internet, são diretamente impactadas por todas as discussões do CGI.br e, dessa forma, acreditamos que nossa contribuição seja de extrema importância para construir um ambiente favorável à viabilização dos negócios na Internet. Em virtude disso, buscamos trazer recomendações que, além de estarem alinhadas aos princípios para a Internet no Brasil (CGI.br/RES/2009/003/P), sejam efetivas para a promoção desses princípios.

Com o crescimento de dispositivos conectados à Internet – a atual estimativa é de mais de 15 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo, incluindo smartphones e computadores, e a previsão é que, em 2025, esse número possa atingir 35 bilhões[2] – abre-se a oportunidade de uma maior efetividade da cadeia produtiva de diversos segmentos da economia. O incremento de dados e informações analíticas ajudarão o planejamento econômico e social do país e a diminuir assimetrias de informação, aumentando o empoderamento da população nas decisões de consumo.

Colocamo-nos desde já disponíveis a toda e qualquer contribuição que se faça necessária e pertinente sobre o tema, de forma a colocar o Brasil em posição de destaque e pioneirismo neste novo mundo digital.

São Paulo, 17 de novembro de 2017.

Vitor Magnani

Presidente da Associação Brasileira Online to Offline

http://o2obrasil.com.br/

*documento submetido por meio da plataforma de consulta pública do CGI.br <https://consulta.cgi.br/>

[1] Fonte: TURNER, Vernon; GANTZ, John F.; REINSEL, David; MINTON, Stephen. The Digital Universe of Opportunities: Rich Data and the Increasing Value of the Internet of Things. Report from IDC for EMC. Abril de 2014. UK Digital Strategy 2017

[2] Fonte: European Parliament, Directorate General for Internal Policies. Study on Industry 4.0. Disponível em: < http://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2016/570007/IPOL_STU(2016)570007_EN.pdf >

McKinsey Global Institute. Unlocking the Potential of the Internet of Things, junho de 2015. Disponível em: < http://www.mckinsey.com/business-functions/digital-mckinsey/our-insights/the-internet-of-things-the-value-ofdigitizingthe-physical-world.>

Posicionamento | ABO2O: PLC 28/2017

A Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O) e seus associados acreditam no desenvolvimento de serviços que facilitem a vida do consumidor com a oferta de produtos mais inteligentes e práticos. A ABO2O defende a ampla discussão de políticas públicas que afetam a inovação, valorizam o empreendedorismo e o direito da livre escolha da população brasileira. Diante disso, a ABO2O reforça que a votação em regime de urgência da PLC-28/2017 e sua aprovação tal qual se encontra, é uma ameaça às inovações tecnológicas e à livre iniciativa. É necessária uma regulamentação equilibrada que possibilite o avanço da sociedade e das novas tecnologias para não deixar o país na lanterna das inovações.

As empresas do setor, como Cabify e 99, também já se manifestaram a favor de uma regulamentação mais clara e justa para todos os envolvidos e estão abertas ao diálogo. Cumprindo o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, os aplicativos de mobilidade urbana estabeleceram um novo meio entre a oferta e a demanda por serviços de transporte privado remunerado de passageiros e inovaram na forma de todos se locomoverem e também ao gerar uma nova forma de renda para a população.

Historicamente no Brasil, há carência na oferta inflexível de carros com placas vermelha. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por meio do estudo Departamento de Estudos Econômicos (DEE), revelou que a entrada de aplicativos de mobilidade no mercado brasileiro não influenciou de forma significativa o mercado de táxis nacional. Pelo contrário, reforçou o atendimento de uma demanda reprimida, que não fazia uso dos serviços dos taxistas.

O relator Pedro Chaves (PSC-MS) apresentou novo texto no dia 26 de setembro de 2017. No documento, o senador reuniu disposições do PLS 530/2015 – de autoria do senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES) -, e do PLS 726/2015 – do senador Lasier Martins (PSD/RS). O novo texto do senador Pedro Chaves reforçou a característica privada do transporte por aplicativos, retirando a obrigatoriedade do registro dos veículos na categoria “aluguel” (placas vermelhas), estabelece regras sobre qualidade e segurança do serviço (checagem de antecedentes criminais e a avaliação em tempo real pelos passageiros).

A ABO2O considera o texto do relator Pedro Chaves um texto equilibrado e que atende às expectativas sociais. A Associação considera importante que a lei seja flexível, acolhedora dos novos modelos de negócios gerados pela Economia Digital e rechaça medidas que na prática inviabilizam ou que configurem a proibição do uso de tecnologias beneficiando apenas uma categoria. Dessa forma, opõe-se a previsões legais que:

a. Não sejam amplamente discutidas com a sociedade e Comissões responsáveis
b. Representem indevido embaraço aos atores sociais envolvidos. Neste caso, empresas de tecnologia, dos motoristas parceiros e dos consumidores;
c. Configurem aumento desmedido da burocracia com o objetivo evidente de aumentar custos para o funcionamento e protegendo um mercado com regulamentação anacrônica ;
d. Não se baseiam em estudos e dados para instituir exigências e obrigações para todas as partes envolvidas; e
e. Violem a livre iniciativa, a liberdade dos modelos de negócios e a democratização das oportunidades de trabalho.

Diante do exposto, a ABO2O respeitosamente conclama às senhoras e senhores Senadores para que rejeitem o PLC-28/2017 a bem do interesse público e aprovem a proposta do Substitutivo ao PLS-530/2015, apresentado pelo senador Pedro Chaves.