LIQUIDAÇÃO CENTRALIZADA: REUNIÕES COM A CIP

A Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e a O2O (Associação Brasileira Online to Offline) realizarão reuniões mensais sobre a política de liquidação centralizada do Banco Central.

A primeira reunião ocorrerá dia 17 de janeiro, às 14h, no auditório da Av. Queiroz Filho, 1700, Vila Leopoldina.
 
As associadas à O2O, em situação regular, bem como as associadas à ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs) e à AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) poderão participar dos encontros. As associadas deverão confirmar presença, com nome, CPF e empresa que representam, para presidencia@o2obrasil.com.br. Vagas limitadas.

Liquidação centralizada

Todos os participantes envolvidos no fluxo financeiro das transações de pagamento devem participar da política: instituidores, emissores, credenciadores, subcredenciadores e instituições domicílio.

A mudança envolve uma série de questões operacionais para o setor de marketplaces e plataformas digitais, que operam de maneira diversa da economia tradicional e possuem inúmeras especificidades. Os encontros servirão para orientar o mercado e debater as soluções propostas para o setor.

Manifestação | ABO2O: Consulta Pública CGI.br

Introdução

A Associação Brasileira de Online to Offline, aqui denominada de ABO2O, agradece a oportunidade de apresentar seu posicionamento à segunda fase da Consulta Pública sobre Comitê Gestor da Internet (CGI.br), reconhecendo o esforço em criar um ambiente plural e democrático, que promova a inovação e desenvolvimento sustentável do país.

Os associados da ABO2O são empresas inovadoras que oferecem serviços disruptivos por meio da Internet e beneficiam consumidores no mundo off-line em segmentos de alimentação, beleza, moda, serviços financeiros, logística e transporte, cuidados médicos e comércio eletrônico. Acreditamos que inovação e Internet podem empoderar as decisões de consumo ao simplificar o processo de escolha e reduzir os custos de aquisição, mas, para tanto, se faz necessária a participação efetiva do Brasil na economia digital, gerando novas oportunidades de emprego e crescimento significativo da renda. A empresa de pesquisa de mercado IDC apontou que o Brasil está desenvolvendo exponencialmente este mercado O2O, em virtude da expansão da rede e smartphones. De acordo com os dados, o país fechou o ano de 2016 com a marca de 300 milhões de unidades de dispositivos conectados à Internet. A expectativa é que, até 2020, o crescimento seja acentuado, com uma expansão de 22% da receita proveniente deste mercado. Ampliando o cenário para a América Latina, a estimativa é que a quantidade de aparelhos conectados somem 1,5 bilhão dentro de quatro anos, o que representará cerca de 4% do mercado global[1]. Avaliando o cenário atual e oportunidades futuras de um número cada vez maior de dispositivos conectados à Internet, acreditamos que os estudos e ações realizados no presente terão influência significativa no ambiente de negócios futuro. Desta forma, qualquer discussão sobre a estrutura de governança da Internet e do CGI.br se relaciona diretamente com as pautas da ABO2O.

Neste contexto, apresentamos nossa posição no que diz respeito aos seguintes eixos da consulta pública: (1) composição e representatividade deste colegiado, defendendo equidade na participação e representação do nosso segmento; (2) competência do CGI.br, prezando pela manutenção da natureza instrutória e de orientação sobre o uso da Internet; e (3) transparência, apontando possíveis mecanismos para ampliar a participação social.

1. Competências do CGI.br

Atualmente a composição do CGI.br é multissetorial, envolvendo governo, setor empresarial, comunidade científica e tecnológica e terceiro setor. No entanto, entendemos que ainda há uma disparidade em relação à representatividade dos diferentes setores e segmentos.

Em primeiro lugar, defendemos que a representação do setor empresarial deve seguir o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), o qual divide o setor empresarial estruturante em “provedores de aplicação” e “provedores de conexão”.

Devido à dinamicidade da Internet, hoje em dia há aplicações de diversas naturezas, como marketplaces, comércio eletrônico, aplicações de conteúdo e entretenimento, aplicações de serviços, entre outros. Esses provedores de aplicação têm a capacidade de oferecer insumos e maior acesso a dados e informações essenciais para o planejamento econômico, social e organizacional e que podem ajudar a tornar a alocação de recursos públicos mais inteligente e eficiente.

Tendo em vista essa diversidade, é necessário separar esse segmento dos provedores de conexão, entendidos como as empresas provedoras de Internet, de infraestrutura e bens de telecomunicação. Ainda, de modo a garantir o multilateralismo e considerando a capacidade técnica de produção de insumos para as discussões no âmbito deste Comitê, entendemos ser necessário aumentar o número total de membros titulares empresariais, garantindo a participação dos diversos stakeholders envolvidos no ecossistema da Internet. Assim, pleiteamos a participação de um membro do segmento O2O no Comitê.

2. Competências e atribuições

A ABO2O defende a manutenção da natureza instrutória do CGI.br. Em virtude da multissetorialidade, o órgão funcionará com mais eficiência nas tarefas de identificação de gargalos e impeditivos e de aconselhamento e definição de diretrizes estratégicas e operacionais para a formulação de políticas públicas.

3. Transparência

Tendo em vista a importância assumida pelo CGI.br ao longo dos últimos anos, acreditamos ser essencial aumentar os mecanismos de transparência deste Comitê. Além de garantir participação social na execução de atribuições e competências, é imperativo que se garantam meios de aferir suas responsabilidades. Assim, recomendamos que seja adotada uma política de transparência que seja compatível com a natureza, o porte, a complexidade e a estrutura desse colegiado.

Para tanto, será necessário que o decreto presidencial preveja a instituição de uma política de transparência, cujos conteúdo e detalhes deverão ser debatidos em sede de consulta pública. A minuta desta política deverá conter mecanismos que permitam uma avaliação independente, autônoma e imparcial dos sistemas e dos processos de controles internos, responsabilização de membros, e governança institucional. Sugerimos, ainda, a disponibilização das reuniões por meio de streaming, permitindo o envolvimento de toda a rede de interlocução do CGI.br.

Conclusões

As empresas associadas à ABO2O, como entes participativos do ambiente da Internet, são diretamente impactadas por todas as discussões do CGI.br e, dessa forma, acreditamos que nossa contribuição seja de extrema importância para construir um ambiente favorável à viabilização dos negócios na Internet. Em virtude disso, buscamos trazer recomendações que, além de estarem alinhadas aos princípios para a Internet no Brasil (CGI.br/RES/2009/003/P), sejam efetivas para a promoção desses princípios.

Com o crescimento de dispositivos conectados à Internet – a atual estimativa é de mais de 15 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo, incluindo smartphones e computadores, e a previsão é que, em 2025, esse número possa atingir 35 bilhões[2] – abre-se a oportunidade de uma maior efetividade da cadeia produtiva de diversos segmentos da economia. O incremento de dados e informações analíticas ajudarão o planejamento econômico e social do país e a diminuir assimetrias de informação, aumentando o empoderamento da população nas decisões de consumo.

Colocamo-nos desde já disponíveis a toda e qualquer contribuição que se faça necessária e pertinente sobre o tema, de forma a colocar o Brasil em posição de destaque e pioneirismo neste novo mundo digital.

São Paulo, 17 de novembro de 2017.

Vitor Magnani

Presidente da Associação Brasileira Online to Offline

http://o2obrasil.com.br/

*documento submetido por meio da plataforma de consulta pública do CGI.br <https://consulta.cgi.br/>

[1] Fonte: TURNER, Vernon; GANTZ, John F.; REINSEL, David; MINTON, Stephen. The Digital Universe of Opportunities: Rich Data and the Increasing Value of the Internet of Things. Report from IDC for EMC. Abril de 2014. UK Digital Strategy 2017

[2] Fonte: European Parliament, Directorate General for Internal Policies. Study on Industry 4.0. Disponível em: < http://www.europarl.europa.eu/RegData/etudes/STUD/2016/570007/IPOL_STU(2016)570007_EN.pdf >

McKinsey Global Institute. Unlocking the Potential of the Internet of Things, junho de 2015. Disponível em: < http://www.mckinsey.com/business-functions/digital-mckinsey/our-insights/the-internet-of-things-the-value-ofdigitizingthe-physical-world.>

Posicionamento | ABO2O: PLC 28/2017

A Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O) e seus associados acreditam no desenvolvimento de serviços que facilitem a vida do consumidor com a oferta de produtos mais inteligentes e práticos. A ABO2O defende a ampla discussão de políticas públicas que afetam a inovação, valorizam o empreendedorismo e o direito da livre escolha da população brasileira. Diante disso, a ABO2O reforça que a votação em regime de urgência da PLC-28/2017 e sua aprovação tal qual se encontra, é uma ameaça às inovações tecnológicas e à livre iniciativa. É necessária uma regulamentação equilibrada que possibilite o avanço da sociedade e das novas tecnologias para não deixar o país na lanterna das inovações.

As empresas do setor, como Cabify e 99, também já se manifestaram a favor de uma regulamentação mais clara e justa para todos os envolvidos e estão abertas ao diálogo. Cumprindo o Plano Nacional de Mobilidade Urbana, os aplicativos de mobilidade urbana estabeleceram um novo meio entre a oferta e a demanda por serviços de transporte privado remunerado de passageiros e inovaram na forma de todos se locomoverem e também ao gerar uma nova forma de renda para a população.

Historicamente no Brasil, há carência na oferta inflexível de carros com placas vermelha. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), por meio do estudo Departamento de Estudos Econômicos (DEE), revelou que a entrada de aplicativos de mobilidade no mercado brasileiro não influenciou de forma significativa o mercado de táxis nacional. Pelo contrário, reforçou o atendimento de uma demanda reprimida, que não fazia uso dos serviços dos taxistas.

O relator Pedro Chaves (PSC-MS) apresentou novo texto no dia 26 de setembro de 2017. No documento, o senador reuniu disposições do PLS 530/2015 – de autoria do senador Ricardo Ferraço (PSDB/ES) -, e do PLS 726/2015 – do senador Lasier Martins (PSD/RS). O novo texto do senador Pedro Chaves reforçou a característica privada do transporte por aplicativos, retirando a obrigatoriedade do registro dos veículos na categoria “aluguel” (placas vermelhas), estabelece regras sobre qualidade e segurança do serviço (checagem de antecedentes criminais e a avaliação em tempo real pelos passageiros).

A ABO2O considera o texto do relator Pedro Chaves um texto equilibrado e que atende às expectativas sociais. A Associação considera importante que a lei seja flexível, acolhedora dos novos modelos de negócios gerados pela Economia Digital e rechaça medidas que na prática inviabilizam ou que configurem a proibição do uso de tecnologias beneficiando apenas uma categoria. Dessa forma, opõe-se a previsões legais que:

a. Não sejam amplamente discutidas com a sociedade e Comissões responsáveis
b. Representem indevido embaraço aos atores sociais envolvidos. Neste caso, empresas de tecnologia, dos motoristas parceiros e dos consumidores;
c. Configurem aumento desmedido da burocracia com o objetivo evidente de aumentar custos para o funcionamento e protegendo um mercado com regulamentação anacrônica ;
d. Não se baseiam em estudos e dados para instituir exigências e obrigações para todas as partes envolvidas; e
e. Violem a livre iniciativa, a liberdade dos modelos de negócios e a democratização das oportunidades de trabalho.

Diante do exposto, a ABO2O respeitosamente conclama às senhoras e senhores Senadores para que rejeitem o PLC-28/2017 a bem do interesse público e aprovem a proposta do Substitutivo ao PLS-530/2015, apresentado pelo senador Pedro Chaves.

Eleita nova Diretoria

No dia 29 de agosto de 2017, os associados à ABO2O elegeram a nova Diretoria da Associação Brasileira Online to Offline. Foram eleitos:

Presidência – Vitor Magnani (iFood)
Vice-Presidência – Fernando Matias (Easy)
Secretaria-Executiva – Marlei Silva (Mercado Pago)
Conselho Fiscal – Guilherme Bonifácio (Rapiddo) e Marcelo Sicsu (Wappa)

Vitor Magnani ressaltou os trabalhos desenvolvidos pela Associação com o Poder Público, sociedade civil e iniciativa privada. “A ABO2O existe para representar o setor de plataformas digitais e economia colaborativa, estimulando ações públicas e privadas que contribuam para o desenvolvimento dessas tecnologias”.

As novas metas da Associação incluem a aproximação com demais instituições e a criação de uma rede de políticas públicas e boas práticas. “O grupo deve ser transparente e promover a participação de todas as empresas filiadas para que a Associação seja maior que os interesses individuais”, afirmou Magnani.

A nova Direção levantará as informações jurídicas e contábeis da ABO2O para iniciar um novo ciclo, além de promover a filiação de diversas empresas interessadas em participar das discussões regulatórias e demais atividades de fomento ao setor.

Outro ponto de destaque é a continuidade dos eventos e ações de fomento relacionados com inovação. Há diversos congressos e investidores interessados em conhecer as empresas do setor.

Segundo levantamento da ABO2O, o setor permanecerá com crescimento médio de 2 dígitos ao ano, índice superior ao registrado por modelos de negócio da economia tradicional. Com a expansão do uso de internet móvel por smartphones, este indicador só tende a aumentar.

Associados contestam projeto que pode limitar apps de transporte

A Câmara dos Deputados pode votar, neste mês de abril, o projeto de lei 5587 que restringe o uso de serviços de transporte por aplicativos, como Cabify, 99 Pop (da 99 Táxis) e Easy Go (da Easy Taxi).

O projeto, em seu texto original escrito pelo deputado Carlos Zarattini (PT-SP) determina que qualquer serviço de transporte de passageiros seja oferecido somente por meio de veículos que tenham a caixa luminosa externa com a palavra “táxi” e possuam taxímetro.

Uma versão alternativa do projeto, defendida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pode amenizar o texto e deixar a decisão sobre como funciona cada app para decisão de cada município Uma carta assinada pelo presidente da Associação Brasileira de O2O, Yan Di, foi enviada a todos os 513 deputados e defende o ponto de vista dos 4 associados que atuam no setor de transportes (Easy Táxi, 99 Táxis, Wappa e Cabify) exigindo que a regulamentação do transporte privado aconteça no âmbito municipal – e não federal.

A carta também exige regras que garantam segurança jurídica às empresas que prestam serviços aos cidadãos brasileiros em mais de 600 municípios, facilitando o direito de escolha e de ir e vir de cada pessoa. A associação entende que restrições ao uso de tecnologia nos transporte é um retrocesso que afeta diretamente a eficiência da economia brasileira.

O2O crescerá acima de 20% na China até 2018, diz iResearch

Uma pesquisa, conduzida pelo instituto iResearch na internet chinesa, revela que apenas no ano de 2015, o setor movimentou US$ 135 bilhões, uma expansão de 35% sobre o ano anterior, um número impressionante, mesmo para os padrões acelerados registrados na China.

Apenas para efeito de comparação, o e-commerce tradicional da China cresceu, no mesmo período (2015 sobre 2014) 20%, atingindo US$ 2,5 trilhões em faturamento. Contribui para a expansão do e-commerce e do O2O chinês o fato de o PIB do país crescer a taxas superiores a 7% ao ano e também à crescente inclusão digital. Atualmente, a China é o país com o maior número de internautas em todo o mundo, com cerca de 700 milhões de pessoas conectadas.

A análise prevê que a força de expansão do O2O chinês perca fôlego, reduzindo seu crescimento de 35% para 20% até 2018, mesmo assim, um número muito impressionante. Para 2018, é previsto que o setor O2O movimento mais de US$ 240 bilhões.
Os dados são especialmente interessantes pois a China é uma espécie de modelo para o resto do mundo quando o assunto é O2O, uma vez que este mercado atingiu elevado grau de maturidade naquele país antes de isto acontecer em outros mercados. Logo, é possível prever que, no Brasil, o crescimento do setor se manterá exponencial por ao menos mais 6 anos, se tomarmos como referência o fato de a China exibir 4 anos de vanguarda em relação ao Brasil na maturidade do setor de O2O.

Metodologia – Para fazer o cálculo, a entidade responsável pelo estudo considerou como O2O serviços do mundo offline (como entrega de comida, logística via motoboys ou contratação de profissionais para limpeza, massagem ou consertos no lar, por exemplo) que tenham sido contratados via meios online, como aplicativos de smartphone em oito setores. O estudo só levou em conta serviços em que o pagamento ocorreu pelo meio online, ou seja, quando a transação financeira ocorreu dentro do aplicativo.

Os oito setores considerados foram gastronomia, lazer e entretenimento, beleza, hotelaria, casamento e organização de eventos, serviços para mães e bebês, turismo e educação.
Estratégias de crescimento – Para crescer, mostra o estudo, as empresas chinesas fazem uso intensivo de plataformas de marketing próprias e de terceiros para impactar novos consumidores. Ações como push baseado na localização do usuário e uso agressivo de ofertas e descontos para serviços contratados via apps são os que mais geram resultados, diz a análise.

Além disso, mostra o estudo, lojas de varejo optam por incentivar seus consumidores a migrar para serviços O2O como forma de exibir mais produtos, uma vez que o espaço físico dos estabelecimentos é limitado. A forma facilitada de pagamento para contratação de serviços O2O também é considerada um diferencial para o crescimento do setor na China. No país, é possível transferir dinheiro da conta de um consumidor para um fornecedor de serviço apenas pelo ato de escanear um QR Code, usando apps como WeChat, que integram esta função de pagamentos.

O estudo não contabilizou gastos em O2O em áreas menores, porém consideradas promissoras como reformas e decoração de interiores, saúde, imóveis, consultoria jurídica, relacionamentos e pós-venda de automóveis. Em todos estes setores, chamados de “verticais” há um profícuo surgimento de novas startups.

O2O dominará todos os setores – O estudo afirma ainda que O2O é uma tendência irresistível e que setores tradicionais adicionarão tecnologia a seus negócios e vão oferecer alguma forma de comercializarem seus produtos ou serviços via plataformas digitais. A análise prevê, ainda, que plataformas de big data serão progressivamente mais capazes de “entender” quais consumidores desejam ou querem determinados tipos de serviços e, assim, poderão fazer ofertas mais efetivas.

A análise destaca, porém, que o elemento mais importante para o sucesso do O2O é assegurar que a parte offline da prestação de um serviço seja boa o suficiente a ponto de convencer o consumidor de que ele será melhor tratado se utilizar o canal online para a contratação de um serviço do mundo offline.

Mulheres são fator-chave para expansão do O2O, diz estudo

Um estudo publicado pela empresa chinesa de serviços O2O Nuomi indica que o público feminino é um fator essencial para maior adesão dos consumidores aos serviços online to offiline e podem representar um fator “crucial” para que o público geral opte por trocar a contratação de bens e serviços diretamente nos parceiros offline pelo uso de aplicativos que intermediam estas relações.

O estudo mostra que apesar de minoritárias no total de usuários de internet da China, as mulheres respondem pela maior parte das compras vias apps e são o público que mais compartilha, recomenda e dissemina os benefícios de fazer a aquisição via aplicativos. No total, 46% dos internautas chineses são mulheres e 54% são homens.  Apesar disso, mais de 60% das compras em apps são feitas por mulheres.

Por ser um mercado com 700 milhões de usuários de internet em que 400 milhões de pessoas utilizam smartphones, a China é considerada um paradigma de tendências para a evolução do O2O em mercados emergentes. A empresa autora da pesquisa, por sua vez, é responsável por 20% das transações de O2O no país, já que a Nuomi integra em uma única plataforma (market place) centenas de serviços do tipo online to offline.

A análise demonstra ainda que empresas preocupadas em conquistar a liderança em seus verticais de atuação precisam, necessariamente, desenvolver programas para converter mais mulheres para sua base de usuários, já que estas replicam com mais força os benefícios do O2O, ajudando a atrair novos consumidores. As mulheres, mostra a análise, também são mais sensíveis a descontos e fazem mais pesquisa de comparação de preços, o que tende a beneficiar serviços online-to-offline que trabalham com subsídios e programas de fidelização.

Mais informações sobre a pesquisa podem ser encontradas, em inglês, no site europeu do jornal China Daily.