Agenda de inovação financeira ganha reforço na Associação

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Pelo 2º ano consecutivo, a CSU Digital renovou a parceria de fomento setorial com a Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O). Segundo Adriana Prospero, Diretora de estratégias da Associação, “a inovação em serviços financeiros permeia fortemente a agenda de negócios das empresas do ecossistema digital, através da oferta de novos produtos, assim como a melhor experiência transacional do cliente. O apoio da CSU tem sido fundamental para o desenvolvimento das melhores práticas desta agenda”.


Para Daniel Moretto, diretor executivo da CSU Digital, “qualquer empresa pode (e deveria) vender serviços financeiros”. No entanto, é preciso ter cautela, pois, segundo ele, a maioria das organizações ainda não têm condições de atuar como bancos, nem como fintechs.

“Ao mesmo tempo que é uma oportunidade muito grande, é também uma enorme responsabilidade”.

DanielExiste uma série de vantagens em uma empresa se tornar o banco do cliente, na opinião de Moretto: fortalecimento da marca, pois ela estará em destaque para o cliente, parceiro, fornecedor ou distribuidor; aumento do ticket-médio e recorrência de compras por meio de programas de fidelidades, cashbacks e recompensas; redução do custo de cobrança e, consequentemente, oferecimento de preços mais competitivos; e mais registro do histórico financeiro do cliente, que proporciona a criação de ofertas cada vez mais personalizadas. 

O fato é que o cliente é quem precisa estar no foco. “Qual a solução que vai facilitar o dia a dia dele? O que podemos fazer para agilizar o processo de compra? Como isso pode ser implementado da maneira mais rápida? Essas três perguntas são capazes de nortear o início de um projeto nesse sentido. Existe uma frase conhecida no mercado que é ‘teste rápido, erre rápido, conserte rápido’. Tendo os objetivos claros e tempo hábil, deve-se trabalhar com o que é possível entregar com boa qualidade e colher o feedback dos consumidores”.

Tendências

É fato que a tecnologia para os meios de pagamento tem avançado de maneira exponencial nos últimos anos. “Estamos prestes a ver um aumento ainda maior nos pagamentos via aplicativo”, acredita Moreto, consequência do Banco Central ter autorizado o WhatsApp a funcionar como um iniciador de pagamentos. Segundo ele, as empresas estão – e precisam – ficar atentas às rápidas movimentações do mercado para se manterem competitivas.

O PIX é uma dessas ferramentas que veio para ficar. “O grande uso dele fez com que as instituições financeiras começassem a criar outras inovações, como o PIX Parcelado. Essa novidade nada mais é do que um formato de crédito pessoal que oferece uma oportunidade de o consumidor fazer um pagamento à vista ou parcelar. Veremos um aumento ainda maior no uso até o fim do ano”.

Segundo Moretto, o PIX, que teve seu início de operação há cerca de um ano e meio, já revolucionou o dia a dia de boa parte dos brasileiros, das microempresas aos grandes e-commerces. Para se ter uma ideia, apenas no primeiro trimestre deste ano, houve uma movimentação de R$ 3,89 bilhões via PIX, um aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso significa que, hoje, este meio de pagamento já representa 11% de todas as transações do sistema da Rede, segundo estudo feito pelo Itaú, em menos de dois anos de funcionalidade.

A funcionalidade desse sistema de pagamentos instantâneo trouxe mais rapidez no processo de venda e aumento na taxa de conversão. Ao mesmo tempo, surgem desafios imensos como, por exemplo, a segurança digital. “Temos acompanhado nos noticiários os golpes e os grupos especializados em roubos de senhas de celulares e apps. Então, todas as empresas nessa área têm um grande desafio em oferecer mais segurança para seus clientes”.

Já o conceito de “compre agora e pague depois” (Buy Now Pay Later, BNPL) é muito conhecido pelos brasileiros devido ao cartão de crédito. Por esse motivo, a solução BNPL está sendo bem aceita no mercado, visto que além de adiar o pagamento da compra, em boa parte das empresas não são cobrados juros (desde que se faça o pagamento dentro do prazo estipulado). 

“Outro atrativo é que a pessoa não precisa estar vinculada a uma instituição financeira (desbancarizados) para ter acesso a essa modalidade de pagamento, que pode ser feito via boleto, transferência bancária ou PIX. O dono do negócio também tem vantagem, pois não necessita esperar até a última parcela, já que ele recebe uma espécie de empréstimo intermediado por fintechs e outros provedores”.

O poder da parceria

No entanto, a escolha do parceiro certo é essencial para o sucesso dos serviços financeiros oferecidos. Deve-se escolher criteriosamente a empresa que consegue atender às necessidades que o negócio precisa para oferecer as melhores soluções financeiras. Contratar uma instituição com histórico no mercado, com boa cartela de clientes, que tenha dados de segurança é de extrema importância.

“Na CSU, atendemos diversas empresas do ramo de serviços, indústrias, varejo, shoppings, intermediadoras de pagamentos, concessionárias de serviços públicos, seguradoras, entre outras. Acreditamos que os critérios que precisam ser seguidos é reconhecer o cliente final, suas necessidades e desejos. Portanto, ajudamos em todas as fases do processo de criação, podendo ser um programa de fidelidade e incentivo ou até mesmo a criação de ecossistema completo”, finaliza o executivo.